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9 de julho de 2013


Estudar na PUC para Alcimário da Costa Júnior era apenas um sonho “A PUC foi a porta de entrada para um novo mundo. Agora, é um farol para tudo o que eu posso fazer daqui para frente” com essas palavras e com o diploma na mão, ele deu início à sua trajetória profissional. Leia a entrevista:

1- Por que você escolheu Relações Internacionais na PUC-Rio?

Eu tinha grandes dúvidas quanto à carreira que deveria seguir, e a maior delas existia em relação a: seguir meu sonho ou ter garantido o meu sustento.

Em 2005, ano em que fiz o Enem, também foi o ano o qual realizei minha primeira viagem internacional, para a Jornada da Juventude na cidade de Colônia, na Alemanha.

Ter participado deste evento internacional me fez apaixonar pelas relações entre os países referente ao comércio, mobilidade, política e tudo o que se apresentava em relação a nós e ao mundo. No entanto, como aluno de escola pública da baixada fluminense poderia pensar em cursar Relações Internacionais? Algo impossível!

Meu sonho sempre foi estudar na PUC-Rio, mas minhas dificuldades me faziam adiar ou até mesmo tentar esquecer. Fiz o Enem em 2005, e minha grande surpresa foi ter tirado a maior nota do Brasil. Minhas chances de ir para a PUC-Rio ressurgiram, mas ainda não tinha muita confiança.

Queria uma profissão a qual pudesse me sustentar, e escolhi Psicologia. Desta forma, naquele ano no Prouni, pude me inscrever em 5 cursos de minha preferência. A ordem foi: 1 – Relações Internacionais; 2 – Arquitetura e Urbanismo; 3 – Tecnologia da Informação; 4 – Comunicação Social e 5 – Psicologia.

Fiz minha inscrição nessa sequência, pois não acreditava que passaria para Relações Internacionais, assim como as opções subsequentes, sendo escolhido para minha última opção, Psicologia, de qualquer forma. Ledo engano. Fui escolhido para RI com louvor, o que me deixou imensamente feliz e preocupado, pois era exigida a proficiência em inglês, que, aparentemente, era impossível para mim.

Eu deveria me matricular em Janeiro, mesmo mês da prova de inglês. Foram dias devorando uma velha gramática Inglês-Português, que me permitiu demonstrar conhecimento básico na língua e ser aprovado na matrícula, com a condição de que concluiria meus estudos em inglês (a própria PUC me deu uma bolsa de estudos em um curso, onde pude aprender também espanhol e frânces, concluindo minha graduação com nível avançado nos três idiomas).

2- Como foram seus anos de estudo na PUC?

Duros, desafiadores e muito difíceis, mas, mesmo assim, os melhores dias da minha vida. Como morava, e ainda moro, em Nova Iguaçu, a quase 70km de distância da Gávea, tinha de acordar às 4h da madrugada para poder chegar às 7h na universidade. Relações Internacionais é um curso integral, o que me fazia passar mais tempo na universidade, e logo após as aulas, seguia para o estágio, momento muito importante de aprofundamento e aplicação dos conhecimentos.

Estagiei na Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPB) em 2008, na ELO Consultoria Junior de Relações Internacionais do Departamento de RI em 2009, e na Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura do Rio de Janeiro em 2010.

Na PUC, aprendi muito em sala de aula e, principalmente, fora, com os profissionais magníficos que trabalham lá. Pessoas tão importantes na minha vida quanto meus próprios pais… posso citar alguns: Professor Augusto Sampaio, Vice Reitor Comunitário, que tinha sempre as portas bem abertas de seu gabinete para mim e todos os alunos da PUC sejam bolsistas ou não. Em todos os momentos, me incentivou a continuar, apesar das dificuldades e barreiras, para que eu concluísse o curso; Professora Heloisa Helena, do departamento de Serviço Social. Apesar de não ser aluno deste departamento, fui aluno bolsista da PUC, e, como todos os outros bolsistas, éramos como filhos dela, que sempre foi um exemplo, sempre nos motivou, e fazia de tudo para minimizar nossas dificuldades. Junto a ela, pudemos implantar uma parceira única com a Diocese de Nova Iguaçu, onde uma vez por ano realizamos reuniões de convite para levar mais jovens a estudar na PUC e terem bolsas de estudo concedidas; Professor Carmelo, que, com sua pesquisa, mostrou que os alunos bolsistas da PUC possuíam nota igual ou até mesmo superior aos pagantes, o que me motivou ainda mais a seguir com afinco nos estudos; Lembro ainda de dois importantes programas da Universidade, o FESP, que oferecia alimentação, transporte e materiais didáticos, permitindo com que tivéssemos condição de permanecer na PUC; e, por fim, a Pastoral Universitário, que alimentava a alma dando força e vigor espiritual para continuar “matando um leão por dia”.

Eu aproveitei muito da PUC, tanto nas questões acadêmicas quanto sociais. Graduei e ao mesmo tempo fiz dois cursos de especialização, domínio adicional em Empreendedorismo e em Estudos Latino Americanos, fiz aulas em vários departamentos: Arquitetura e Urbanismo, Comunicação, Serviço Social, Economia, Sociologia dentre outros. Gostaria de citar também o Professor Ricardo Ismael, inigualável na análise política e didático no ensino.

3- Pode nos contar um pouco mais sobre os projetos sociais e prêmios que ganhou na PUC?

Em Nova Iguaçu, sempre auxiliei projetos sociais e atividades culturais. Na PUC, participo de trabalhos do Cursos de Atitude Empreendedora. Eu e mais dois amigos desenvolvemos a campanha “Vida, transmita esta ideia” onde conseguimos, em três meses, arrecadar R$ 12 mil, entregues ao Hospital Gafree e Guinle para o setor de tratamento de pacientes com HIV. Por esta campanha, recebemos o título e excelência da PUC.

Outros dois títulos recebidos foram o de Apreciação Internacional do LIONS CLUB, em 2009, por trabalhos sociais para jovens na Baixada Fluminense; e também o título de honra da câmara de vereadores de Nova Iguaçu, quando fui Coordenador Estadual do Programa de Proteção de Jovens em Territórios Vulneráveis do Estado do Rio de Janeiro, em 2011.

4- A quais atividades você se dedica atualmente?

Em minha Monografia, abordo o tema: soldados do tráfico nas favelas do Rio de Janeiro, onde pude escrever sobre os jovens, adolescentes e crianças que são encantadas pelo tráfico para servirem a este grupo criminoso. Busquei oferecer o ponto de vista das relações internacionais na perspectiva da segurança humana, termo cunhado pela ONU para a proteção de cidadãos em territórios beligerantes, buscando a análise da resolução deste conflito. Minhas pesquisas foram anteriores à instalação da UPP, e a apresentação da Monografia foi concomitante ao desenvolvimento desta política.

Por este motivo, e por ser o único a escrever sobre o assunto naquele ano (2011), fui convidado pelo então Secretário Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, para coordenar, no âmbito estadual,  as políticas públicas desenvolvidas para os jovens em territórios vulneráveis, que incluía as favelas pacificadas e não Pacíficas, bem como comunidades da Baixada e do Norte Fluminense do Rio de Janeiro. Este trabalho foi reconhecido nacionalmente, e fui então convidado para integrar o grupo de trabalho nacional do Conselho do Pronasci, representando o Estado do Rio de Janeiro no Ministério da Justiça.

Infelizmente, no mundo da política aquele que se destaca acaba por incomodar aquele que está no poder, mas que, muitas vezes, não entende de política, e fui exonerado antes de concluir a apresentação de meu trabalho.

Atualmente, busco patrocínio para a publicação da minha pesquisa e aprofundamento da minha monografia, com apresentação do estudo de caso de todo o trabalho desenvolvido nas comunidades vulneráveis de nosso estado.

Aguardo também, confiante, um convite de trabalho seja na área Governamental, Privada ou do Terceiro Setor. Neste curto espaço de tempo, desenvolvi como consultor, a I Conferência Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário da Cidade de Itaguaí, como segue no link: http://jornalatual.com.br/portal/?p=49616.

5- Qual conselho você daria aos futuros alunos da PUC?

Acredite no seu sonho; acredite em você. Saiba que não será fácil, nada é fácil. No entanto, a nossa vontade de vencer tem que ser maior que nossa dificuldade! Aproveite a PUC-Rio como um todo, seja nos aspectos acadêmicos ou sociais. Se envolva, partilhe e compartilhe experiências e conhecimentos, e quando parecer difícil, procure os professores que são referência: o departamento de Serviço Social e/ou Sociologia e principalmente, a Vice Reitoria Comunitária. É fundamental: lembre-se de sua força maior, seja Deus, Buda, Alá ou aquilo em que você acredita, pois ninguém vence sozinho, ninguém é feliz sozinho, ninguém é tão pobre que não possa doar e ninguém é tão rico que não precise receber.

Comercial do PROUNI : http://www.youtube.com/watch?v=9_hfD2EfEAs

 

 

 

 

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