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Protótipos auxiliam pacientes

14 de agosto de 2013

O exoesqueleto atuado por músculos pneumáticos, que imitam os músculos do ser humano, controlado por sinais eletromiográficos (sinal muscular capturado na superfície da pele), foi uma das sensações da feira realizada durante o 1° Simpósio de Engenharia, Automação e Acessibilidade, promovido pela PUC-Rio, na última semana de junho.

O protótipo que facilita a acessibilidade humana foi criado pela equipe do professor Marco Antonio Meggiolaro, do Departamento de Engenharia Mecânica da PUC-Rio, no laboratório de robótica. Segundo um dos criadores do projeto, João Luiz Ramos, mestrando em Engenharia Mecânica pela PUC, uma grande vantagem do exoesqueleto é o fato dele ser uma tecnologia não invasiva ao ser humano.

– A tecnologia do exoesqueleto lê o sinal muscular que uma pessoa está fazendo, estimula a força que ela está utilizando e a ajuda a realizar o movimento. Essa tecnologia tem vários tipos de aplicação. Por exemplo, se uma pessoa sofreu uma amputação abaixo do cotovelo, mas ainda há resquícios de músculo no local, o sinal muscular pode ativar uma prótese, como uma mão robótica. Não é necessário qualquer tipo de cirurgia para que essa tecnologia seja utilizada. – explicou Ramos.

A impressora 3D, que reproduz a forma de um objeto, foi outro projeto que chamou a atenção dos visitantes da feira realizada durante o 1° Simpósio de Engenharia, Automação e Acessibilidade.

As mudanças na percepção da neurociência entre as décadas de 70 e 80 trouxeram possibilidades revolucionárias no campo da medicina para o tratamento de danos cerebrais.

De olho nessa concepção, o principal cientista e pesquisador do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, Hermano Igo Krebs, pesquisa tecnologias que possam auxiliar pessoas com problemas neurológicos e ortopédicos, como pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral (AVC) e crianças com paralisia cerebral.

Os esforços da equipe de pesquisa de Krebs resultaram na criação do robô MIT-Manus. Mais conhecido comercialmente como InMotion Arm, o equipamento é o mais bem-sucedido em tratamentos de reabilitações do membro superior humano e o mais usado em estudos na área, em todo o mundo.

– Só em meus estudos, mais de 800 pacientes foram tratados com esse robô e ele demonstrou que, em média, os pacientes melhoram duas vezes mais do que usando terapia usual. Em uma  escala absoluta em que zero é zero movimento e que 100 é o movimento perfeito, a terapia robótica utilizando este equipamento demonstrou melhora em média de 10% adicionais para pacientes durante a fase aguda e 10% adicionais para pacientes na fase crônica, quando comparados com terapia usual. Isso quer dizer um total de 20%, o que levou a American Heart Association a recomendar robótica para o membro superior (ainda não há dados para o membro inferior) – afirmou Krebs.

Os estudos realizados com o tratamento robótico mantiveram a frequência de sessões, mas aumentaram a intensidade de movimentos realizados por dia. Segundo Krebs, o maior desafio é como incorporar a tecnologia no dia a dia da clínica.

Com os estudos sobre as vantagens da terapia robótica, chegou-se à conclusão de que ela era financeiramente vantajosa se comparada à terapia usual, e eficaz do ponto de vista médico. Observou-se também que os benefícios aos participantes da pesquisa eram ampliados quando os pacientes eram estimulados a serem ativos no tratamento.

– Notou-se que a intervenção de robôs terapêuticos e pacientes deve ser interativa, onde os pacientes tenham que tentar realizar o movimento – comentou o cientista.

 

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